20 de ago de 2010

Josefina Leroux


 

Bem-Aventurada Josefina Leroux, Mártir (1747-1794)


Ana Josefa Leroux nasceu em Cambrai, França, no ano de 1757. Professou a Regra de Santa Clara em Valencienes, enquanto sua irmã ingressava nas Irmãs Ursulinas da mesma cidade, com o nome de Maria Escolástica. Josefina distinguiu-se sempre por sua serenidade e coragem, por sua inteireza de ânimo, mesmo nos momentos mais difíceis e críticos, durante a revolução francesa. Quando a polícia apresentou-se, respondeu que o seu propósito irrevogável era viver e morrer na profissão abraçada. A comunidade de Clarissas de Valencienes foi suprimida em 1791. Ana Josefa refugiou-se a princípio junto à família em Cambrai, depois junto às Ursulinas onde se encontrava sua irmã em Mans. Quando as Ursulinas puderam retornar a Valencienes, com o amparo das tropas austríacas, Josefina foi também para lá, com sua irmã, enquanto não se restabelecesse o Mosteiro de Clarissas. Entretanto, a cidade foi reconquistada pelas tropas da revolução, e as monjas foram obrigadas a comparecer ante o tribunal, como inimigas do regime. Ao destacamento armado, que se apresentava para levá-la ao cárcere, Josefina deu-lhes de beber, com uma tal presença de ânimo, que os espantou. Dirigindo ao chefe disse: “Que necessidade tendes de um tão grande desperdício de forças, e tanto aparato, para aprisionar a uma mulher tão pacífica?” Condenada à morte por ter levado vida religiosa contra as leis publicadas, Josefina não perdeu sua calma habitual. Teve a graça de receber a Eucaristia na véspera de seu martírio. Caminhou firme até o lugar de execução, cantando piedosos cânticos, juntamente com suas companheiras, proclamando-se bem-aventurada por morrer pela fé católica. E dizia ao povo: “Por acaso, se pode ter medo de sair deste mundo de desterro, quando se lembra da beleza e felicidade do paraíso?” Chegando ao lugar do suplício, ali estava a guilhotina preparada. Josefina tinha apenas quarenta e seis anos. Seu rosto era sereno e alegre. Beijou a mão do verdugo em sinal de gratidão, e em alta voz, perdoou aos inimigos da Igreja. Depois, ofereceu o virginal pescoço à guilhotina. Era o dia 23 de outubro de 1794. Josefina foi beatificada juntamente com suas companheiras de martírio, no dia 13 de junho de 1920 pelo Papa Bento XV. Sua festa é celebrada no dia 22 de outubro.


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