28 de ago de 2010

Balvina de Martinho




Bem - Aventurada Balvina de Martinho de Cocorano (+1254) - 11 de Março


É filha de Martinho, filho de Ugolino, irmão de Favarone, pai de Santa Clara e irmã de Amata, que também ingressou em São Damião. Balvina e Amata, Clarissas, eram portanto, primas de Santa Clara, e não sobrinhas, como se traduziu algumas vezes. Cocorano era um castelo situado a pouca distância de Assis, próximo de Biagiano , também chamado nos documentos da época de Coriano, Corregiano, Corano, ou ainda de Coraçano. Descendo da porta de São Tiago, e encaminhando-se para o vale que de São Bartolomeu vai a Biagiano se encontram ainda dois locais denominados ainda hoje de Corregiano Baixo e Corregiano Alto. Acima existem as colinas chamadas de Corregiano. Ali foram descobertas em 1954 as ruínas e avanços de um antigo Castelo que é precisamente o de Cocorano. Sobre o cume da colina surgem alguns remanescentes da velha muralha. O Senhor Martinho, pai de Balvina e de Amata era o senhor do castelo de Cocorano. O Processo diz que eram “nepoti carnali”, o que quer significar que provinham do mesmo sangue e da mesma estirpe de Santa Clara, sem porém precisar se eram filhas de um irmão ou de uma irmã, porque a expressão “carnal” vale também para os primos e outros parentes. Frei Mariano de Florença, no século XVI, escreve que Martinho de Cocorano é primo de Santa Clara, o que pode ser acolhido, devido à seriedade histórica do autor. Cai totalmente a hipótese, jamais sustentada por estudiosos sérios, de que Amata e Balvina fossem filhas de uma outra irmã de Santa Clara, Penenda, que teria se casado com um Martinho de Cocorano. Martinho é filho de Ugolino, que é irmão de Favarone. Ambos são filhos de Offreduccio de Bernardino de Offredo. Martinho, provavelmente, por ser o primogênito de Ugolino, senhor de Corregiano, aparece como senhor do castelo da família em vários documentos da época. Balvina ingressou no mosteiro de São Damião no ano de 1217. Tanto ela, como sua irmã Amata não gozavam de boa saúde. Certa noite Balvina, tendo sido acometida de forte dor nos quadris, Clara acorreu aos seus lamentos e, fazendo-lhe pressão sobre a região dolorida e sobre ela colocando o pano que lhe cobria a cabeça, curou-a. Outra vez, foi curada de uma febre intermitente e de um abcesso que tinha no seio, do lado direito. Naquela ocasião, todas pensavam que ela fosse morrer. Apesar dessa frágil saúde, Balvina esteve a serviço do Mosteiro de Arezzo e o reformou no espírito da Ordem, integrando-o à vivência da pobreza e dos costumes de São Damião. É a sétima testemunha no Processo de Canonização de Santa Clara. Sua festa é celebrada no dia 11 de março.

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